I Ching

Formação em I Ching
O I Ching, ou Livro Clássico das Mutações, é um texto clássico chinês que surgiu no período anterior a dinastia Chou (1150-249 a.C.) com figuras lineares compostas de linhas inteiras e interrompidas.

O I Ching pode ser estudado tanto como um oráculo ou como um livro de sabedoria.

Duração:

06 Meses.

Público-alvo:
Interessados em conhecer a filosofia e utilizar esta ferramenta milenar para orientar sua vida e de seus pacientes.

Pré-requisitos:
Concluído ou Cursando o Ensino Médio.

Objetivo:
Formar consultores de I Ching para consultas e aconselhamentos terapêuticos.

Certificação:
Reconhecido pelo SATOSP.

Ministrante:
Paulo Roberto de Castro e convidados.
O uso do I Ching como um guia cotidiano nos conduz por um processo de aprimoramento interior que satisfaz a nossa busca natural de um significado para a existência.

Ao consultar o i Ching obtemos o reflexo do que intuitivamente sabemos. A resposta do I Ching confirma e reforça esse conhecimento de modo que, sejam quais forem as áreas de nossa percepção em que tenhamos nos confundido, possamos reaprender a sermos fieis a nós mesmos.

Todas as instruções se dirigem ao ser superior, ou seja, à faceta mais lúcida e hábil que cada ser humano possui dentro de si, às vezes tão escondida que nem ele mesmo a percebe, ficando oculta sob incontáveis exigências menores. O I Ching mostra como superar os obstáculos do modo mais eficiente e, ao mesmo tempo indica como conter a arrogância desmedida uma vez alcançadas as metas e o poder.

O arquiteto Ieoh Ming Pei, a quem devemos a Pirâmide do Louvre, ao ser admitido na Academia em 1984, terminou seu discurso de recepção citando o antigo Clássico chinês. Num artigo sobre “os modelos linguísticos em biologia”, o premio Nobel François Jacob propôs a seus colegas procurarem no I Ching os princípios que eles julgavam haver encontrado na Linguística, e que ainda lhes faltava para captar o processo de codificação genético. Também os artistas John Cage (musico) e Merce Cunningham (coreógrafo) estruturaram toda sua obra sobre o princípio da mutação e do aleatório do clássico chinês. Não podemos esquecer o psicanalista suíço Carl Gustav Jung, que extraiu do I Ching a substância da sua teoria da sincronicidade, reconhecendo nesta obra o mais profundo exemplo do que ele denominou “os arquétipos”. Temos também a citação de um físico do CERN (Centre d´Études et Recherches Nucléaires) que “o I Ching continua sendo, na atualidade, uma deliciosa amante com a qual não gostamos de nos mostrar em público” mostrando o preconceito que ainda existe sobre este grande clássico.

O objetivo do I Ching não é predizer o futuro; ele apenas sabe analisar o presente. Seu uso não permite que se façam prognósticos mas diagnósticos. O I Ching ocupa-se do presente. Mas este presente não é nem rígido nem exterior, é o estado momentâneo de uma situação existente na medida em que nela estamos implicados. Ao analisar o presente, o I Ching nele desvela, entre todas as possibilidades, as que têm maiores chances de se produzirem, levando em conta o modo como estamos implicados na situação em pauta. Sua evolução depende tão-somente de nós mesmos; o I Ching não impede a realização de nenhum futuro. Em vez de impor um cenário profético diante do qual não teríamos poder algum, ao nos apresentar as diferentes facetas de uma determinada situação e as mutações que esta contém, as correntes que a atravessam, o I Ching permite que nos adaptemos a ela da maneira mais adequada. Assim não o compromete em nada, porém lhe permite fazer escolhas com maior conhecimento de causa. Em ultima análise, o que o I Ching analisa é nós mesmos, e por isso pode ser comparado a uma tomada de pulso em Medicina Chinesa. Essa análise é fundamental “energética”, e só tem sentido numa perspectiva dinâmica de ação. Os chineses gostam de apresenta-lo como um manual de estratégia.